Tipos de Arquivos para Impressão



Aqueles que não estão familiarizados com o processo de impressão de materiais gráficos podem achar que basta criar um design bonito e enviá-lo para a gráfica. No entanto, uma etapa crucial e às vezes esquecida por esses clientes é o processo de arquivamento da arte final. Pular esse estágio pode causar grandes atrasos e perda de qualidade.

No entanto, para aqueles que não estão acostumados com o processo, pode sim ser uma etapa bem complicada, afinal, são tantos formatos que podem ser selecionados no momento do fechamento de um trabalho, que fica difícil decidir qual o ideal para ser enviado à gráfica.

Pensando nisso, separamos algumas informações essenciais para que você entenda os principais formatos de arquivamento e extensões para que a impressão do seu material não perca a qualidade.

Primeiro de tudo: qual a diferença entre arquivos abertos e fechados?

Se você entrar em contato com uma gráfica, provavelmente em algum momento, esses termos serão abordados. Mas o que significa cada um deles para o seu material?

Arquivos abertos

Esse termo abrange todos aqueles formatos que permitem que alterações sejam realizadas no projeto. Os mais comuns são os arquivos AI (Adobe Illustrator) e PS (Adobe Photoshop).

Arquivos fechados

Nesse caso, os arquivos enviados para as gráficas já são o resultado final da arte e, por isso, não permitem qualquer tipo de edição ou modificação no conteúdo. Os arquivos fechados são os mais indicados para impressão. Os formatos mais comuns são:

JPEG (Joint Photographic Experts Group)

O .jpg é uma das extensões mais utilizadas para arquivos de imagem e possui alguns níveis de compactação, tanto para web quanto para impressão. No entanto, esse formato não é o mais indicado para impressão de artes gráficas, isso por que ele resulta em uma grande perda de qualidade, tamanho e informação quando fechado. Ainda, o JPEG não suporta imagens vetorizadas, mas permite a utilização de escalas CMYK, RGB e Grayscale.

RGB

RGB refere-se a Vermelho, Verde e Azul, também conhecidas como cores primárias.

RGB

O RGB funciona como uma propriedade aditiva para criar novas cores, ou seja, quando mais você aumenta o valor ou adiciona os componentes RGB, maior a quantidade de luz adicionada às imagens.Esse perfil de cores é usado para qualquer tipo de gráfico que deve ser visualizado em uma tela.

CYMK

CMYK refere-se a ciano, magenta, amarelo e preto e é o perfil de cores mais utilizados para impressão.

CMYK

Diferente do RGB, a escala CMYK se baseia no processo subtrativo, ou seja, ao invés de adicionar luz, ele subtrai o pigmento. Dessa forma, quando você obtém 100% das 4 cores, o preto sólido é criado.

É importante usar o CMYK para suas necessidades de impressão, pois as impressoras não funcionam adicionando luz, mas subtraindo pigmentos da cor base do preto. Portanto, as cores RGB não podem ser transferidas diretamente para produtos impressos.

Grayscale

Grayscale ou escala de cinza é a coleção ou a gama de tons monocromáticos (cinza), variando de branco puro na extremidade mais clara a preto puro na extremidade oposta. A escala de cinza contém apenas informações de luminância (brilho) e nenhuma informação de cor. A escala de cinza também é conhecida como acromática

PNG (Portable Network Graphics)

Diferente do JPEG, o PNG permite imagens com fundo transparente, proporciona uma boa qualidade na hora da compactação, sem perder suas informações. Esse formato foi desenvolvido, principalmente, para utilização na internet, portanto não suporta CMYK e, por isso, não é o mais indicado para impressão em gráficas.

EPS (Encapsulated Postscript)

O EPS é um dos formatos ideais para impressão, pois ele tem a capacidade de incorporar tanto as informações em bitmap quanto as informações vetorizadas. Apesar de suas características serem bem parecidas com o PDF (veremos mais a frente), ele ainda é muito indicado para situações onde não se sabe se os programas utilizados para a leitura ou edição do arquivo são da mesma plataforma. Esse formato pode ser obtido no Photoshop, CorelDraw ou Illustrator.

TIFF (Tagged Image File Format)

O TIFF é um dos formatos mais completos para a impressão de artes gráficas, isso por que ele é utilizado para o armazenamento de imagens de alta qualidade e por isso, evita que os arquivos percam a qualidade. Ele é suportado por (praticamente) todos os softwares gráficos e suporta também a compactação de imagens vetorizadas. Diferente dos demais, ele também suporta todas as escalas de cores.

Adobe PDF (Portable Document Format)

Um dos formatos (se não, o principal) mais utilizados para impressão de artes gráficas, o PDF é um padrão utilizado em escala global. Devido à sua flexibilidade, ele pode ser acessado por meio de diversos aplicativos, sendo o principal software de leitura desse formato, o Adobe PDF Reader. O PDF é o formato mais indicado para processos de impressão pois ele preserva todos os elementos do design: layout, imagens, fontes, gráficos e bitmaps, tudo com alta qualidade e precisão; no entanto, para que isso aconteça, é necessário que o arquivo seja fechado. Como dissemos anteriormente, quando fechado, o arquivo passar a ser imutável, ou seja, o arquivo não sofre nenhuma alteração; para isso, basta salvá-lo na variação PDF/X1-A.

Leia também: Gráfica Digital x Gráfica Industrial – Como escolher?