Como as tendências de consumo se materializam no dia a dia das famílias



O mercado consumidor sofreu profundas alterações nos últimos 15 anos, motivado por mudanças na estrutura das famílias brasileiras, que está transformando as tendências de consumo da sociedade.

A redução do tamanho das famílias, as alterações socioculturais provocadas pelo desenvolvimento das tecnologias da informação e as mudanças de mentalidade sobre o meio ambiente e o desperdício, trouxeram uma nova era nos hábitos de consumo das famílias, sendo os motores das tendências produtivas da indústria.

Famílias menores, novos hábitos

As mudanças na configuração das famílias brasileiras, especialmente em relação à quantidade de membros do arranjo familiar, é um fenômeno que vem se desenhando desde a década de 1980, mas que ganhou força nos últimos dez anos.

Segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), com informações do último Pnad (Pesquisa nacional por amostra de domicílios), de 2015, a média da família brasileira é 3,1 integrantes, o que demonstra um perfil diferente do que a maioria das pessoas poderia imaginar: famílias pequenas, que consomem menos e de forma mais qualificada.

A indústria de transformação nacional, especialmente os produtores de alimentos, precisou reinventar o modo como os produtos são vendidos, criando embalagens Premium, com quantidades menores ou até mesmo para consumo individual.

Segundo a mesma pesquisa do IBGE, o tradicional perfil da família nuclear composta por pai, mãe e filho deixou de ser dominante no Brasil, respondendo por 42,3% dos lares pesquisados. Isso aponta para o crescimento de famílias formadas por casais sem filhos (19,9%) e de casa com apenas um morador (14,4%).

Isso motivou a presença cada vez maior de produtos com porções pequenas nos supermercados. Enquanto isso, a abordagem das embalagens familiares, que oferecem desconto pela quantidade de produto consumido, perde força. Essa é uma tendência mundial que está ganhando importância no Brasil e que está sendo seguida por toda a indústria.

Saiba mais, no artigo: Mudanças na composição familiar e impacto nas embalagens de alimentos

O digital nas famílias

A ascensão da internet e dos smartphones, como o principal veículo de expressão social e cultural dos brasileiros, trouxe um consumo mais ligado à tecnologia e mudou os hábitos de consumo de uma grande variedade de setores da economia.

As tendências de consumo das famílias brasileiras agora giram em torno do consumo por aplicativo, como pedir comida, pagar contas e chamar um motorista particular, por exemplo, além da alteração dos hábitos de consumo de notícias e entretenimento, centralizados nas redes sociais e aplicativos de mensagens.

Consciência ecológica

Talvez a mais importante e necessária mudança de mentalidade nas famílias, o desenvolvimento da consciência ambiental, trouxe impactos significativos não apenas na produção, comercialização e marketing dos produtos, mas também no modo como as pessoas consomem.

O crescimento desse entendimento sobre a importância de cuidar da natureza é, aliás, capitaneado pelas famílias na economia de recursos, na separação do lixo para reciclagem, na opção de comprar um produto em detrimento de outro.

Os governos e as empresas foram obrigados se adaptar a essa tendência, afinal, as antigas tecnologias de produção e comercialização trouxeram o planeta a um estado crítico de degradação, causando problemas praticamente irreversíveis ao clima e ao meio ambiente.

Entender como as tendências de consumo se materializam no dia-a-dia das famílias é crucial para compreender a sociedade. Os processos produtivos e os hábitos culturais são amplamente influenciados pelas dinâmicas familiares, e o oposto também é verdade, criando uma economia centralizada nas famílias e em seus processos internos.

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