Importância da Mulher na Economia Brasileira: hábitos, decisões e influência nos padrões de consumo



Os direitos das mulheres foram todos conquistados com muita luta e dedicação. Houve um tempo em que elas não podiam votar, não tinham autonomia para estudar e trabalhar, muito menos acesso à propriedade privada e a empreendimentos próprios. Esse cenário mudou tanto ao longo dos anos que, felizmente, hoje o impacto da mulher na economia brasileira já não pode ser ignorado.

    No empreendedorismo

As mulheres só começaram a empreender muito depois dos homens, mas não apenas os alcançaram como também os ultrapassaram! De acordo com dados da pesquisa Global Entrepreneurship Monitor, realizada pelo Sebrae e pelo IBPQ, em 2016, o número de mulheres envolvidas em negócios com até três anos e meio de operação ultrapassava a marca de 15%, enquanto o de homens ficou em 12,6%. Isso mostra uma tendência de mais mulheres abrindo novos empreendimentos.

E não para por aí: o número de mulheres ocupando cargos de chefia em empresas também aumentou, embora ainda esteja distante da equiparação desejada. Segundo o IBGE, 37% dessas posições são ocupadas por mulheres. Infelizmente, a desigualdade também continua na remuneração. Estima-se que uma mulher, desempenhando a mesma função de um homem, receba em média 76% do salário que corresponderia ao profissional do sexo masculino.

   Impacto do consumo feminino na economia

Desde o momento em que as mulheres foram para o mercado de trabalho, empreendendo ou como colaboradoras de outras empresas, elas adquiriram poder de compra. Isso também diz muito sobre a importância da mulher na economia. Como grandes consumidoras, elas acabam por ditar hábitos de consumo.

A indústria de cosméticos foi uma das mais beneficiadas por essas mudanças de padrão na última década. De acordo com o instituto Data Popular, no período de 2002 a 2010, os gastos das mulheres da classe A com cosméticos e produtos derivados passou de R$ 12,2 bilhões para R$ 15,8 bilhões. Entre as representantes da classe C, esse salto foi ainda maior: de R$ 6 bilhões para quase R$ 20 bilhões!

Aliás, esse dado mostra a confluência de duas tendências: o aumento do poder de compra da mulher e da classe C. Cruzando essas duas características, o resultado é um público com um potencial muito interessante para diversos segmentos. Em especial o de beleza, como as pesquisas já têm mostrado.

   Os anseios se modificaram

Outro dado sobre os hábitos de consumo da mulher nesse novo contexto de empoderamento diz respeito ao que elas almejam. Se antes sonhavam em cursar o Ensino Superior e conquistar a casa própria, por exemplo, hoje elas vão muito além!

Elas já têm a casa própria, agora querem uma casa na praia; já foram para a universidade e agora querem cursar a pós-graduação; já se colocaram no mercado de trabalho então querem ter o seu próprio negócio.

A importância e o impacto da mulher na economia brasileira cresce mais a cada dia e esse é um fator a ser considerado pelas empreendedoras e empreendedores. Sai ganhando quem sabe dialogar com esse público que conquista um espaço cada vez maior.

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