As vantagens da impressão flexográfica sobre a rotogravura



Quando você coloca um produto no mercado, é importante que ele se destaque no ponto de venda. Para isso, não basta apenas que a embalagem tenha um design atraente e um material adequado. A qualidade da impressão pode fazer a diferença na hora de chamar a atenção do cliente.

Dessa maneira, dois métodos se destacam no mercado: a impressão flexográfica e a rotogravura. Embora a segunda seja uma das mais utilizadas, a primeira tem se mostrado muito mais vantajosa para quem procura mais qualidade na hora de obter rótulos e embalagens. Entenda como elas são feitas e por que a flexografia é a escolha ideal para seu negócio.

A impressão flexográfica

A flexografia é um método de impressão que utiliza uma forma em relevo, geralmente feita de borracha, chamada clichê ou fotopolímero. Pode se comparar esse método com um carimbo, já que a superfície recebe a tinta está colocada na parte mais exposta do clichê e, quando pressionada sobre o material, deixa a marca da maneira como foi projetada. Já o espaço ao redor, menos evidente e sem tinta, não causa qualquer alteração.

Para esse tipo de impressão, são empregadas tintas com alta capacidade de secagem feitas à base de água, solvente ou curadas por luz ultravioleta (UV). A flexografia é bastante versátil, o que permite sua utilização em diferentes suportes, dos mais flexíveis aos mais rígidos.

A rotogravura

Esse método se caracteriza pela utilização de cilindros, que corresponde à unidade básica da impressão. Ou seja, para cada cor utilizada no processo é necessário um cilindro diferente. Nesse caso, o processo de pré-impressão é um pouco mais demorado e cuidadoso.

Por conta da impressão direta na superfície, a rotogravura permite uma impressão mais precisa e detalhada de cores, o que garante uma qualidade maior e mais uniforme em todo o processo. Além disso, para grandes tiragens, é um método mais rápido e com menor probabilidade de erros.

Vantagens do método flexográfico

Durante muito tempo, a impressão flexográfica apresentou uma qualidade inferior em relação à rotogravura. No entanto, os fabricantes perceberam essa defasagem e investiram em tecnologia para eliminar os problemas da flexografia, como baixa velocidade na produção e a precisão de imagens, além da diminuição na interrupção dos serviços para ajustes pontuais.

Com maior qualidade de impressão, o método flexográfico se tornou uma opção melhor em relação ao custo-benefício. Os fotopolímeros e elastômeros utilizados são insumos mais acessíveis, o que permite uma redução interessante na produção de embalagens, rótulos e etiquetas.

A flexografia também é mais vantajosa para quem possui um pequeno negócio ou uma demanda razoável de impressão. As inovações tecnológicas permitem maior flexibilidade no pedido mínimo, já que o custo de gravação é mais baixo e a calibragem de cores, mais rápida, o que permite alterações menos dispendiosas.

Outro ponto em que a flexografia se mostrou mais vantajosa foi no impacto ambiental. Em um estudo feito pela multinacional Dupont, foram comparados os gastos de energia de cada uma das tecnologias na impressão de um milhão de metros quadrados. A economia de energia proporcionada pelo método flexográfico em relação à rotogravura é equivalente a 102.400 litros de gasolina.

Todos esses fatores fazem com que a impressão flexográfica apresente uma vantagem competitiva maior do que a rotogravura, e essa tendência deve ficar mais evidente nos próximos anos, com mais embalagens, rótulos e etiquetas sendo impressos nos clichês de borracha em vez dos cilindros.

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